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Política

Oficialmente, MDB fica com Carlos Moisés

MDB oficializou apoio ao projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) no último sábado à noite. No mesmo dia, à tarde, o partido realizou convenção estadual, ocasião em que duas teses estavam em jogo: lançamento de candidatura própria, através do ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, ou candidatura a vice de Moisés, através do ex-prefeito de Joinville, Udo Döeher. A tese dos que defendiam a aliança com o atual governador venceu por 276 votos, contra 193. O fato de Udo ter rompido com Antídio, de quem era correligionário, e se aliado ao grupo que defende o apoio à reeleição de Carlos Moisés, foi capital para que o MDB não tivesse candidatura própria ao governo.

Em que pese a festa ser primazia dos vitoriosos, o discurso de Antídio Lunelli, antes do anúncio da vitória de seu oponente, foi um claro recado sobre sua posição em relação ao pleito eleitoral deste ano. Textualmente, olhando para Udo Döehler durante sua fala, Antídio disse que “a política perdoa a traição, mas não perdoa os traidores”.
Antídio Lunelli deverá caminhar em paralelo, e não junto, ao projeto de Carlos Moisés com o MDB. O ex-prefeito de Jaraguá do Sul muito provavelmente deverá convergir esforços pelo projeto governamental do ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (União), de quem é amigo pessoal. Antídio tem franca afinidade com o setor empresarial catarinense, com suas forças estando muito mais ligadas a este grupo do que ao próprio MDB.

O cenário para Gean, ressalte-se, está extremamente favorável neste momento da política catarinense, tanto pela derrota de Antídio quanto pelo fato do Progressistas ter homologado, também no sábado, a candidatura de Esperidião Amin ao governo. Caso o PL confirme a candidatura de Jorginho Mello ao governo no dia 5 de agosto, os reais partidos de direita do Estado concorrerão ao governo divididos. Isto diminuirá sensivelmente o percentual necessário de votos para que algum candidato chegue ao segundo turno. A cereja do bolo para Gean se daria caso o PDT também lançasse candidato ao governo, paralelo a candidatura de Décio Lima (PT) pela Frente Democrática. Em um cenário como este, a segunda candidatura a chegar ao segundo turno provavelmente conseguiria este feito com pouco mais de 20% dos votos obtidos na primeira etapa da eleição.

No que diz respeito a Carlos Moisés, o principal desafio, agora, é trazer para junto de si uma outra legenda de expressão, e, neste sentido, se ressalta o PSDB. O partido ajudaria a anular a iminente dissidência de Antídio Lunelli, dando robustez ao projeto de reeleição do governador. Com um cenário eleitoral tão plural como o que está se formando, não será nenhum pouco difícil para o governador chegar ao segundo turno. Seu desafio, no entanto, é chegar bem, de modo a não necessitar de muitas alianças para conquistar a reeleição. Se chegar ao segundo turno com menor de 35% dos votos, sua situação ficará extremamente complicada.

Finais

Ainda que a convenção do MDB já tenha dado a vitória a Udo Döehler, no último sábado, vale lembrar que Antídio Lunelli pretende fazer prevalecer, no judiciário, as prévias do partido, que em fevereiro passado o proclamaram como candidato a governador. O estatuto do MDB prevê que a realização das prévias já serve para a escolha do candidato ao governo, e que a convenção se destinaria meramente a homologar aquilo que havia sido deliberado anteriormente. O problema de Antídio é que o Brasil não tem histórico de escolha de candidatos através de prévias, o que acaba não gerando jurisprudência necessária a seu favor em uma ação judicial. Outro problema é que nas prévias ele não teve adversário, e seu nome foi meramente proclamado.

Semana será decisiva para os partidos de esquerda do Estado. Em que pese a franca conversação e os esforços entre eles, para que o grupo lance apenas uma chapa majoritária no pleito eleitoral deste ano, tudo se encaminha para a consolidação de dois projetos autônomos, através das candidaturas a governador de Décio Lima (PT) e de Jorge Boeira (PDT). Décio tem sete partidos aliados. Já Boeira, por ora, conta somente com o PDT, pois os brizolistas não se preocuparam em construir um projeto autoral. Em princípio, confiaram que ocupariam a vaga de candidato ao Senado, na majoritária encabeçada pelo PT. De uma hora para outra foram substituídos pelo PSB de Dário Berger. A vaga de candidato a vice de Décio Lima está aberta a Jorge Boeira, mas ainda não há posição oficial do PDT a este respeito.

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