“Falar ajuda a aliviar dores emocionas”
Muitas vezes é extremamente difícil confessar que precisamos de ajuda, que precisamos transformar nossa realidade e galgar novos horizontes em busca de uma felicidade que a tempos não enxergamos.
O Janeiro Branco fala sobre isso, sobre a possibilidade de nos reinventarmos, de pegar esse sentimento de renovação que a virada do ano no traz e pintar essa tela com novas cores e novos sonhos.
Segundo dados de 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será considerada a doença mais incapacitante do mundo.
Ainda que, provavelmente, todos nós já tenhamos passados por algum estágio dela em algum momento da vida e dos dados alarmantes do que a doença causa. Ainda assim, não a levamos tão a sério quanto deveríamos.
Atrelado a isso vem os transtornos de ansiedade que transformam nossas vidas em algo insuportável. Vivemos em uma busca de um ideal quase inatingível, sofremos por antecipação, por não sermos aceitos, não termos nosso trabalho reconhecido, nos isolamos socialmente e nos trancamos.
Existem diversos tipos de prisões e a depressão é uma invisível e perigosa prisão. De uma sutileza quase imperceptível, ela chega com um sono a mais, um cansaço, um desinteresse nas atividades que outrora eram prazerosas e um sentimento de não pertencimento, como se não fizemos mais parte de nada e passamos a acreditar que as pessoas a nossa volta não nos querem bem.
“Lembro do primeiro pensamento suicida, uma fração de milésimo de segundo, alguns meses depois esse pensamento estava consolidado e a cura somente veio quando admiti para mim mesmo que precisava de ajuda. Eu tinha vergonha de pedir ajuda, de confessar isso mesmo para minha própria família. Um dia, em uma crise, liguei para minha melhor amiga e disse corre para minha casa, ela nem perguntou, desligou o telefone e em 5 minutos estava ali, se ela não tivesse chegado eu não estaria aqui contando essa história” Comenta Beatriz (nome modificado por pedido da entrevistada).
Confundir tristeza com depressão pode acontecer e a principal diferença entre elas está na intensidade e na frequência. Para alguns a tristeza passa e a vida segue para outros ela se “solidifica” e vai ganhando cada vez mais força.
A ajuda de um profissional da saúde é o caminho mais correto, pois nem sempre nossos amigos e familiares sabem o que dizer ou como lidar com isso.
Provavelmente você conhece no mínimo uma pessoa que tem ou teve depressão. A Ajuda da psicoterapia e da medicação se faz necessário na maioria dos casos e quanto antes se admitir e diagnosticar a depressão mais rápido podemos galgar uma cura.
A cura, muitas vezes, “bete de frente” com a ansiedade, pois queremos uma solução pronta e não temos a dedicação e a paciência para passarmos pelo processo que, muitas vezes, pode ser demorado e muito dolorido.
Buscar conhecer a si mesmo, entender nossas fraquezas e forças, desatar os “nós” que a vida nos deu pode ser a solução mais adequada.
Não espere mais, busque agora uma ajuda profissional, liberte-se das prisões em que você se encontra e se refaça como protagonista da sua existência.
Shakespeare disse “Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. Que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida”.
Matéria de: Athauan Machado