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Trabalhadores da Saúde denunciam sindicato por perda do dissídio

Segundo os trabalhadores o descontentamento já vem de muito tempo. Eles alegam que as decisões e negociações não são compartilhadas com a classe aqui em Araranguá e região. Dessa forma, vários trabalhadores efetuaram a desfiliação do Sindsaúde de Criciúma o que acabou gerando uma discussão e o que eles alegam ser uma Retaliação por parte da entidade sindical.

“Trouxe um outro grupo no WhatsApp, onde ele fica passando “Pessoal vão perder um prêmio, vocês vão perder direitos já conquistados. Biênio, quinquênio, nada disso, quem sair do Sindicato de Criciúma vai ficar só no seco. A gente ficou meio receoso, sabe? E realmente nesse mês se concretizou, mais de 280 trabalhadores que se desligaram de Criciúma não receberam o prêmio”, afirma funcionário.

 

 “E desde ali a gente tá sofrendo. Nossa, eu principalmente e o sindicato da AMESC. Estamos sofrendo vários ataques de todas as formas que se possa imaginar”, conta a Ex-Diretora do Sindisaúde de Criciúma, Mira Peres.

Os trabalhadores acreditam que os direitos adquiridos no Dissídio Coletivo não podem ser atrelados a filiação sindical, que até não é mais obrigatória desde a aprovação da reforma trabalhista. O advogado Eder Gomes Gubert destaca que, em tese, os benefícios conquistados não se vinculam a filiação sindical.

“Os direitos que são inerentes a categoria são para todo mundo, sindicalizado ou não. No Brasil não existe nenhuma norma que diga que a pessoa que não é sindicalizada não tem direito a aos direitos da categoria estabelecido por norma coletiva. Então são coisas que não se confundem: sindicalização e categoria.”, explica o advogado.

 “Pela sumidade, até onde a gente, como trabalhadores, interpretamos que: Não faltou ao trabalho, receberá o prêmio como bonificação por estar presente no trabalho.”, conta funcionário.

O Instituto Maria Schmidt, que administra vários hospitais na região, não está pagando o adicional de assiduidade, conforme se pede o sindicato. Apesar de ser um ajuste que privilegia os trabalhadores que estão comprometidos. Para a empresa, isso significa redução de custos com folha de pagamento em detrimento de uma boa relação com os funcionários.

 “O IMAS não deu o pagamento para aqueles 260 trabalhadores que tinham sido desassociados do Sindicato de Criciúma”, afirma funcionária.

“Se não for associado ao Sindicato, não vai receber o prêmio”, conta funcionário que diz ter ouvido do departamento de RH da empresa.

Mensagens e informações trocadas entre os dirigentes sindicais e trabalhadores revelam que outros direitos poderão ser perdidos caso os trabalhadores mantenham a desfiliação, o que pode configurar uma coação por parte da organização sindical.

“Presidente do sindicato de Criciúma começou a botar uma pressão cima dos trabalhadores dizendo que eles iriam perder todas as conquistas que teriam conseguido até então”, relata funcionária.

O novo sindicato, que deve reunir trabalhadores da Saúde na região da AMESC, ainda em formação e o que os trabalhadores querem apenas que seja respeitada sua liberdade de escolha, sem que empresa e a entidade com qual contribuíram por anos os prejudiquem.

Fonte: Redação

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