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Moda e Beleza

Savage Fenty versus Victoria’s Secret

Já falamos sobre o ingresso de Rihanna no mundo da moda por aqui. No último dia 10, aconteceu o desfile da nova coleção da Savage Fenty, grife de Badgal Riri. Os celulares dos convidados foram confiscados durante o evento para não correr o risco de vazamento do show que irá ao ar dia 20 de setembro no streaming global, a Amazon Prime.

Rihanna claramente é coroada como sucessora ao show da indústria de lingerie, quando Victoria’s Secret se mostra defasada (vale lembrar que este ano o VS Fashion Show não acontece, por motivos que vamos discutir).

Mais que desfile, foi uma performance - que contou com Normani, DJ Khaled, Big Sean, Migos, Halsey, (Ludmilla na trilha sonora) e mais um tanto de gente famosa - num manifesto pela emancipação e inclusão do corpo, com coreografias assinadas por Parris Goebe (responsável por “Sorry” de Justin Bieber, lembram?). "Há muitas mulheres lá fora que estão se sentindo no escuro, invisíveis. Aqui é onde elas se sentem seguras, bem aqui na Savage", declarou Riri.

Victoria’s Secret e o fenômeno da indústria de lingerie

Fundada nos anos 70, a Victoria´s Secret nasceu em meio a uma revolução sexual (a pílula anticoncepcional havia chegado ao mercado na década anterior) e foi um importante marco para a época, uma das primeiras marcas a vender lingerie tão abertamente, em lojas dedicadas exclusivamente à roupa íntima, era empoderador uma mulher ter controle sobre o próprio corpo dessa forma.

O desfile que ficou conhecido por “show” acontecia anualmente desde 1995 e ao longo do tempo se transformou no maior acontecimento do business, com apresentações de celebridades como a própria Rihanna e entre outros. Ser eleita uma Angel era o ápice da carreira de uma modelo.

O evento fazia sentido em uma época que a moda valorizava um único padrão de beleza. Mas como tanto conversamos por aqui, finalmente a indústria mudou. Estamos vivendo um novo momento, que celebra a diversidade e a personalidade. Uma vez que o consumidor passou a ter voz ativa, nada mais tende a ser imposto.

Este ano a VS anunciou que o show não aconteceria "dando uma nova olhada em cada aspecto do nosso negócio" o chefe executivo da empresa observou que a marca "deve evoluir e mudar para crescer". Mas isso, após algumas polêmicas.

A marca já vinha sendo criticada pela falta de diversidade na passarela. A VS seguia presa ao seu próprio padrão de beleza ultrapassado, enquanto marcas como a Fenty surgiam no mercado. A top plus size Ashley Graham se pronunciou contra o estereótipo da marca no instagram, assim, as seletivas de 2018 foram mais inclusivas, contando com a brasileira Valentina Sampaio que é trans e a americana Sofia Jamoro que é curvy, porém, a “diversidade” ficou na seletiva, a participação das mesmas não foi à passarela.

O diretor de marketing da marca anunciou que "Não, não, acho que não devemos (ter modelos plus size e transexuais). Bem, porque não? Porque o show é uma fantasia. É um especial de entretenimento de 42 minutos.” Logo, a audiência do show caiu cerca de dois terços em cinco anos. No ano passado, atraiu uma audiência de 3,3 milhões de espectadores, abaixo dos 9,7 milhões de espectadores em 2013.

É realmente uma fantasia, quando a grande maioria das mulheres não é manequim 36, entram em uma VS e não encontram uma lingerie que a sirva. Enquanto Rihanna segue contemplando corpos reais e vendendo para corpos reais (isso inclui o manequim 36).

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